Tudo sobre o movimento Hip Hop
CULTURA HIP HOP, O QUE É ISTO?

Street Dance -Dança de Rua- surge através dos negros nas metrópoles norte americanas. As primeiras manifestações aconteceram durante a crise econômica dos EUA: a queda da bolsa de valores em 1929, quando músicos e dançarinos de cabarés ficam desempregados e fazem seus shows nas ruas. Em 1967, o cantor James Brown lança um estilo de Street Dance, o Funk. Surge, depois, o break, vertente do Street Dance.

Paralelamente, em meados de 1968, a cultura Hip Hop é formada pelos elementos: rap -ritmo/poesia, expressão musical-verbal; break- novo estilo de movimentar o corpo; graffiti- arte plástica expressa por desenhos coloridos nas ruas. Mais tarde, agrega-se um quarto elemento, o DJ - indivíduo que opera o som transmitindo a alma, a essência e a raiz da música. Na década de 70, no Bronx - Nova York - os maiores e mais seguidos DJs: Kool D. J. Herc e Kool Dee, influenciando uma geração de jovens.

O Hip Hop, para maioria dos estudiosos, foi criado por Afrika Bambaataa, que se inspirou em dois movimentos cíclicos: a forma de transmitir a cultura dos guetos norte americanos e a forma de dançar popularmente, ou seja, movimentar os quadris (Hip), saltar (Hop). Bambaataa tinha algo de grandioso da música B. Beat, de Kool Herc. Com seus discos fazia as pessoas dançarem como um trovão e denominou este estilo de Zulu Nation. Ajudado por outro Dj, Grand Master Flash, reformulou o jeito de rimar com os Break Beats.

O rap, ao contrário do que dizem, foi criado na Jamaica, e não nos Estados Unidos. Por volta de 1960, o “sound systems” - algo parecido com o trio elétrico brasileiro -, e, muito popular na ilha jamaicana, era uma “febre” da população dos guetos, que sem dinheiro, ia para as ruas escutar músicas. A maioria destes jamaicanos imigrou para os Estados Unidos devido a problemas econômicos, políticos e sociais, inclusive o Dj Kool Herc, levando uma bagagem de experiência rítmica e fazendo surgir os primeiros grupos de rap nos guetos de Nova Iorque.

Quanto ao graffiti, foi o primeiro elemento a ser formado no movimento Hip Hop. Gangues disputavam seus espaços demarcando muros em becos e trens, com os seus nomes. Tornou-se uma arte, através de garotos que utilizavam elementos futuristas, ditando um novo estilo com o bico do ‘spray’ (nuts) e a influência latina dos artistas Ramon Herrera, Lee Quiñones, Sandra “lady pink” Fabara e outros, vindos da Colômbia, Porto Rico e Bolívia. Vale lembrar também, a escrita pré-histórica, gravada na pedra e na memória do homem, influenciando a forma de comunicar.


E NO BRASIL?

O Hip Hop surgiu no Brasil na década de 1980. O movimento ainda não retratava, na íntegra, o fundamento e o significado desta cultura, porque a grande maioria desconhecia o nome Hip Hop. O que mais propagava na mídia, era a febre do Break Dance, elemento de crescimento para o Hip Hop.

Em 1984, mesmo havendo alguns admiradores isolados que já dançavam esse estilo, foi o ano oficial da chegada da Dança de Rua no Brasil e o surgimento dos B. Boyings, Poppings Lockings. Era fácil observar grupos com roupas coloridas, óculos escuros, tênis de botinha, luvas, bonés e um enorme rádio gravador mostrando os primeiros passos.

Na década de 80, a terra “brasilis” contou com equipes de som, estilo black music, fazendo surgir novos talentos como Nelsão Black Soul e Funk Cia, e, grandes nomes como Fábio Macari, Dj Cuca e a dupla bombástica e irreverente de brancos, Dinamic Duo, verdadeiras enciclopédias do Hip Hop no Brasil.

Em agosto de 1989, Milton Salles criou a MH20 -“Movimento Hip Hop Organizado”- com oficinas nas periferias e shows gratuitos. Hoje, ele é responsável pela Companhia Paulista de Hip Hop, e continua com os mesmos objetivos: divulgar os quatro elementos do Hip Hop: o break, o Mc, o Dj, o Graffiti.


E NA IGREJA CRISTÃ SAL DA TERRA DE UBERLÂNDIA?

Antes mesmo de colocar o projeto no papel, a Igreja Cristã Sal da Terra, através do Ministério Fator RH – início de 1999 - um grupo de jovens que conhecia o movimento Hip Hop, criou uma banda, em 1999, com o objetivo de levar a Palavra de Deus, implantar igrejas nas periferias, resgatar valores, transformar vidas de forma criativa e contextualizada. Assim, iniciou um trabalho de evangelismo com Dança de Rua, rima cantada, graffiti e discotecagem, vinculados às raízes de Cristo.

O grupo atua em vários lugares da cidade de Uberlândia: nos bairros Shopping Park, Esperança e Liberdade, nas instituições de ensino público e particular, enfatizando o aprendizado individual para o aperfeiçoamento coletivo, manifestando o combate às drogas e incentivando também a educação e cultura artística. O projeto atua também, juntamente com o grupo de Ação Social da Igreja Sal da Terra, no Presídio e na Penitenciária de Uberlândia, levando novidade de vida e a possibilidade de re-inclusão na sociedade.

Os frutos do Ministério Fator RH estão, hoje, estabelecidos através da implantação da Igreja Cristã Sal da Terra do Bairro Esperança e da Oficina Hip Hop. Certamente toda a equipe deste projeto está no centro da vontade de Deus, capacitando-a e multiplicando-a, para pegar no arado e ter o privilégio de participar da Sua obra.

Faça-nos uma visita e venha conhecer o Projeto Hip Hop Sal da Terra. Seus objetivos, sua metodologia, sua forma de atuação e procedimento. Você pode ser um instrumento para encaminhar jovens que precisam dos projetos de Deus para suas vidas!

A Igreja Cristã Sal da Terra tem buscado a direção de Deus para assumir compromissos com a realidade contemporânea. Consciente da diversidade do tempo e do espaço vividos pelas novas gerações, uma equipe de líderes deu início ao Projeto Hip Hop, focando um segmento específico - crianças e jovens adolescentes - para caminhar, comunicar e exercitar a linguagem desse perfil.

Conhecer e entender a cultura Hip Hop como um movimento que alcança novas tribos urbanas pela sua forma de expressão, no centro e na periferia das cidades, possibilitou a utilização desse recurso para promover a inclusão social. O projeto contribui com a revelação de habilidades culturais e artísticas proporcionando a continuação do movimento, inserido na cultura cristã.

Jesus, diante dos marginalizados, conversou, sentou, comeu, tocou e relacionou com todos, porque voluntariamente Ele Ama a cada um deles.

O exercício do Amor é revelado no que Deus faz através daqueles que dispõem suas vidas em benefício de outros.

Assim, o projeto Hip Hop conclui que independente de estilos, formas e costumes que atravessam épocas, Deus é presente em todas elas. Ele proporciona criatividade, para que permaneça na memória de cada geração, a Sua Grande Comissão: “Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura.” Mc 16:15
 
 
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